O processo criativo de SKHOLÉ arrancou com uma residência de dramaturgia, que reuniu na Antiga Escola Primária dos Canaviais, Ana Luena, Constança Carvalho Homem e José Miguel Soares.
Esta residência constitui um momento de pesquisa e reflexão sobre os materiais que inspiram e guiam os diferentes momentos do ciclo e que resultarão na Leitura Encenada, Instalações, Performances e Exposições. Estiveram também presentes nesta residência de arranque do projeto, Joana Gancho, que entretanto iniciou um exercício de contemplação para a criação de várias ilustrações que integram a instalação plástica, assim como Pedro Vilhena e Gonçalo Pôla, que vão acompanhar e registar os diferentes momentos deste projeto de criação artística (em fotografia e vídeo), e as assistentes de produção da Malvada, Beatriz Ourique e Rita Henriques.
Uma boa parte do primeiro momento de residência passámos com Byung-Chul Han, em particular com ‘O Aroma do Tempo’ e ‘Do desaparecimento dos rituais’, com Josef Pieper e o seu ensaio ‘O Ócio e a existência humana’, com Paul Lafargue e o manifesto ‘O Direito à preguiça’, e com Jonathan Crary, autor do ensaio ‘24/7 O Capitalismo tardio e os fins do sono’.
No processo de discernir o que foi e é o ócio, de mapear a forma como vem sendo sucessivamente reconfigurado em ciclos de perda e reivindicação, chegámos a três vértices que exploramos em formato performativo e que se irradiaram a todos os domínios de SKHOLÉ: VAGAR – FESTA – SONO.
