laboratório de ideias . REVELA-ME

Em ‘Revela-me’ convocou-se o público, artistas e estudantes para um grupo de pensamento e criação artística que se ligou ao projeto e que o acompanhou em sessões de trabalho no espaço virtual. O Laboratório de Ideias envolveu os participantes que procuram paralelamente à criação do objeto artístico, formas de irradiação nas áreas do teatro, da fotografia e da criação artística. Este laboratório foi orientado pela direção artística do projeto e contou com a participação de elementos da equipa criativa.

  • 20, 27 janeiro e 3 fevereiro 2021, Sessões online em plataforma Zoom

projeto . REVELA-ME [movimento artístico de ativação de territórios periféricos e esquecidos] 

Criação e Direção Artística de Ana Luena e José Miguel Soares

O projeto parte da relação entre o conceito de Periferia e um espaço de abandono, o Antigo Hospital Psiquiátrico dos Canaviais, que durante o Estado Novo foi Albergue de Mendicidade, um instrumento da política de promoção da exclusão e do isolamento daqueles que eram considerados “desviantes”. Estes espaços situavam-se longe dos centros e da sociedade. Hoje o abandono a que ele está sujeito é também sinal de periferia, porque são poucos os que assistem ao seu esvaziamento e ao seu desaparecimento. No entanto o esquecimento é também terreno fértil e o vazio surge aqui como expectativa, como prenúncio de uma revelação. O espaço como realidade que permanece, como suporte de memória, que transporta em si vivências e histórias que se acumulam ao longo do tempo e que estão prontas a serem resgatadas, transformadas e (re)inventadas. Não temos como propósito particularizar este Antigo Hospital, mas construir narrativas através deste, da sua arquitetura, dos elementos que ainda o habitam e potenciar um movimento artístico de ativação de territórios periféricos, desconhecidos e esquecidos. 

ANA LUENA (Luanda, 1974) Dramaturga, encenadora, cenógrafa, figurinista. Viveu em Luanda até 1982. É doutoranda na FLUP, em Estudos Literários, Culturais e Interartísticos. É Mestre de Teatro – ESTC do IPP de Lisboa. Frequentou o Curso de Encenação de Ópera da FCG e foi colaboradora da Casa da Música. Terminou o curso de cenografia e figurinos da ACE, Porto. Fundou o Teatro Bruto e foi directora artística e encenadora durante 20 anos. Encenou entre outros: “Bonecas”; “Lady & Macbeth” concerto encenado; “É impossível viver”, a partir de Franz Kafka; “Objectos partidos”, a partir de Afonso Cruz; “O filho de mil homens” de Valter Hugo Mãe; “Estocolmo”, de Daniel Jonas; “O sonho”, de August Strindberg. Leccionou na UÉ, na ESMAE, ACE e BalleTeatro. Participou em edições da revista literária Flanzine. Trabalhou como assistente de encenação de Nuno Cardoso. Em 2016 muda-se para Évora, onde escreve e encena. É fundadora da Malvada Associação Artística, onde assume a direção artística com José Miguel Soares. 

JOSÉ MIGUEL SOARES (P. Delgada, 1977) Fotógrafo e Psicólogo. Estudou Psicologia na U-Lisboa e na U-Pádua e Fotografia no IE-Design em Roma. Residiu em Lisboa onde trabalhou em imagem e comunicação durante mais de uma década. Atualmente reside em Évora. Foi membro fundador da revista Aula Magna e Diretor de Serviços e Psicólogo da Ass. Sol. Tem as suas fotografias publicadas em dezenas de revistas e publicações de grandes grupos editoriais a projectos independentes, em áreas que vão da fotografia de retrato à arquitetura, de produções de moda a fotoreportagem. Realiza vídeo e fotografia comercial para agências e marcas nacionais e internacionais. Desenvolve projetos de cariz autoral, premiados e nomeados em concursos como Jovens Criadores, Prémio Autores SPA, Society for News Design. Em 2018 funda a Malvada, onde assume a direcção artística com Ana Luena, com quem desenvolveu os projectos Por Portas Travessas e Quarto Escuro (2018), Às Portas da Cidade, Personas e Bonecas (2019).

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