A Malvada regressou à Aldeia da Luz, entre 25 e 28 de agosto, para uma nova residência de criação artística e preparação de OLVIDAR, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no território desde fevereiro. Ao longo destes meses, o projeto tem avançado através de várias residências in loco, intercaladas por visitas, encontros, captações, ensaios de teatro e música e outros momentos de trabalho continuado na Aldeia da Luz e em Mourão.








Nesta residência juntaram-se à dupla de artistas Ana Luena & José Miguel Soares, responsáveis pela criação e direção do projeto, as intérpretes Chissangue Afonso e Júlia Carlota, no apoio à produção executiva, Guilherme Dias, e, na assistência de fotografia e vídeo, Miguel Varela. Participaram também nos trabalhos e ensaios Carmen Coutinho e Filipe Cadete, elementos da comunidade que integram o processo de criação e a futura performance-instalação. A comunicação do projeto com entidades locais integrou igualmente a residência, preparando a divulgação da apresentação pública de outubro.
Ao longo dos quatro dias trabalhou-se sobre o guião da performance-instalação, aprofundando a construção das cenas e a integração dos diferentes materiais recolhidos e criados ao longo do projeto. Foram realizados ensaios de teatro, seleção e edição de fotografias e vídeos, incluindo entrevistas realizadas com elementos da comunidade, e desenvolvidos o desenho e a produção dos elementos cénicos.





A residência serviu também para preparar o conjunto de atividades que irão ocupar a casa de alojamento do Museu da Luz, na Rua do Montinho, nº 38, no dia 10 de outubro. A partir das 16h, a casa abre as portas aos habitantes da Aldeia da Luz e a todos os visitantes para a Casa Aberta, durante a qual decorrerão várias atividades ligadas ao processo desenvolvido ao longo dos últimos meses.
Às 19h, será apresentada no pátio da casa a performance-instalação, reunindo a equipa artística, participantes da comunidade, a Tuna da Universidade Sénior Cristóvão de Mendonça, de Mourão, e o Grupo Coral da Aldeia da Luz.

A criação parte da história da Aldeia da Luz e da sua transferência para pensar questões de memória, esquecimento, casa e futuro. A casa surge como lugar físico e afetivo: aquilo que se deixa, se transporta, se reconstrói e se reconhece como lugar de pertença. Entre teatro, fotografia, vídeo, música ao vivo, palavra e elementos cénicos, OLVIDAR cruza as vozes de quem conheceu a antiga aldeia com as de quem nasceu e cresceu na nova Luz, procurando transformar memórias, ausências e experiências em matéria para a criação.
OLVIDAR é um projeto participativo da Malvada desenvolvido, na Aldeia da Luz, em parceria com a EDIA / Museu da Luz, numa criação artística de cruzamento disciplinar de Ana Luena & José Miguel Soares, e conta com o apoio local do Município de Mourão.


