No dia 24 de julho, a oficina de experimentação artística ESTRADA terminou com um Momento Aberto, assistido por pais, encarregados de educação e familiares das crianças participantes. A oficina realizou-se no âmbito das Oficinas de Férias de Verão do Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida.
No início da sessão, Ana Luena e José Miguel Soares, autores do projeto ESTRADA e responsáveis pela conceção artística da oficina, contextualizaram a proposta e a sua ligação ao processo de criação de ESTRADA, da Malvada em coprodução com a APPACDM de Évora. Inês Minor, que assegurou a orientação regular da oficina ao longo dos cinco dias, falou sobre o processo desenvolvido com o grupo e sobre a forma como as propostas foram ganhando corpo, dando origem a personagens, imagens, ações e pequenas cenas.




O Momento Aberto trouxe as famílias para dentro do universo criado pelas crianças ao longo da oficina, dando a conhecer o processo artístico vivido durante a semana. Numa sequência de cenas e situações criadas e protagonizadas pelo grupo, ganharam forma algumas das ideias, descobertas, personagens, imagens e histórias que foram experimentadas e ensaiadas durante a oficina. A apresentação tornou visível o percurso realizado pelas crianças e a forma como, através do jogo, do teatro e da criação coletiva, foram construindo a sua própria viagem.




A viagem performativa atravessou diferentes territórios: a partida e a mala imaginária, os mapas e caminhos inventados, as caminhadas e os desvios, os encontros com personagens inesperadas, o contacto e o jogo com diferentes línguas estrangeiras e com formas de comunicar para além das palavras, os lugares impossíveis, os postais e o regresso. Ao longo da semana, estes materiais foram criados, desenvolvidos e organizados para a apresentação do Momento Aberto.



Mais do que uma atividade paralela, a oficina integra-se no próprio processo de criação de ESTRADA, constituindo um espaço de diálogo. As ideias, imagens, ações e experiências que emergiram do trabalho com as crianças poderão, direta ou indiretamente, alimentar o processo criativo de ESTRADA, que continuará a desenvolver-se até à apresentação do espetáculo, em novembro, no Salão Central Eborense.
As famílias acompanharam, assim, um percurso construído a partir das descobertas das crianças, num espaço de encontro, experimentação, imaginação e criação partilhada.
No final, ficou a pergunta que atravessou o último dia da oficina e sintetizou todo o percurso: o que mudou depois da viagem?


Participaram na oficina: José Herculano, Clara Mateus, Madalena Duarte, Ana Carlota Borralho, Manuel Rosa, Laura Farinha, Afonso Proença, Beatriz Martins, Maria Luísa Arcanjo, Filipa Xavier, Madalena Amante, Francisco Amante e Mariana Prates.
A oficina contou com temas musicais originais de Zé Peps, com o acompanhamento da equipa de produção da Malvada e de Verónica Pires e Miguel Varela, no âmbito da Formação Prática em Contexto de Trabalho do IEFP.
A Malvada agradece o acompanhamento e a colaboração da equipa do Serviço Educativo do Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida sempre presente ao longo da realização da oficina.



