Preparação do Momento aberto da residência Enxertia

Em abril de 2026, realizou-se a Oficina de Instalação e Ensaios, integrada na residência de criação colaborativa Enxertia. A oficina contemplou sessões de montagem e ensaios no Auditório da Escola Secundária Gabriel Pereira, em Évora. As sessões envolveram os alunos, os professores e contaram com a participação da equipa artística da residência: Ana Luena, José Miguel Soares, Chissangue Afonso, Joana Gancho e João Bacelar, responsável pelo desenho de som.

Estas sessões constituíram um momento de preparação e consolidação da apresentação pública e do objeto artístico final, reunindo os diferentes materiais desenvolvidos ao longo da residência. O trabalho centrou-se na experimentação e na articulação entre interpretação, música, vídeo, fotografia e performance, promovendo o cruzamento das diferentes linguagens artísticas que estruturaram o projeto.

Realizaram-se ensaios do guião, interpretação dos textos e marcações cénicas, bem como o desenvolvimento e integração dos dispositivos sonoros e audiovisuais e a articulação entre música, vídeo e performance. Os participantes exploraram também a manipulação das máscaras, experimentando diferentes formas de presença em cena e a utilização dos microfones como elementos da composição performativa.

A oficina privilegiou a participação ativa e a criação colaborativa, envolvendo todos os alunos nas diferentes dimensões da apresentação, desde a interpretação à manipulação dos elementos cénicos. Este momento permitiu consolidar os materiais criados ao longo da residência e preparar o Momento aberto, reforçando o caráter interdisciplinar do processo artístico desenvolvido no âmbito da residência Enxertia.

O Momento aberto apresenta-se a 28 de Abril, às 16:40 no Auditório, e será dirigido à comunidade escolar, famílias e convidados.

ENXERTIA é uma residência de criação colaborativa concebida e orientada pelos artistas Ana Luena & José Miguel Soares, com a participação de artistas associados ao projeto, como Afonso Cruz, Chissangue Afonso e Joana Gancho, que conduziram diferentes etapas do processo criativo, e a música de Zé Peps.

Partindo da botânica como campo conceptual, o projeto propõe a criação de um “ser” híbrido e plural, inspirado na prática do enxerto como metáfora de coexistência, interdependência e transformação. O trabalho desenvolveu-se através de oficinas nas áreas da escrita, fotografia, vídeo, ilustração e performance, mesclando diferentes linguagens artísticas.

Este projeto decorre no âmbito do programa Vidas Ativas 5G (APPACDM-Évora), em parceria com a União de Freguesias do Bacelo e Senhora da Saúde.

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