Durante a residência de abril, na Aldeia da Luz, estiveram presentes elementos da Cepa Torta, parceira da futura edição de OLVIDAR na Mina de São Domingos. Esta visita permitiu-lhes acompanhar o trabalho desenvolvido pela equipa da Malvada, conhecer de perto este território junto ao Alqueva e inteirar-se do processo de criação em curso.
Este encontro constituiu também um momento de articulação em torno da próxima edição de OLVIDAR, dando continuidade à preparação do trabalho a desenvolver na Mina de São Domingos, no âmbito do projeto Malacate. A presença da equipa da Cepa Torta permitiu trocar informações sobre questões artísticas e técnicas, metodologias de trabalho, contexto, relação com a comunidade e comunicação do projeto.




As equipas realizaram ainda uma leitura da versão do texto de Filipa Leal escrita especificamente para o processo na Mina de São Domingos, dando início à reflexão sobre as ideias centrais.
Neste encontro estiveram Carolina Cardoso Faias, que integrará o processo de criação na Mina enquanto intérprete, Miguel Maia, que escreverá uma carta e a letra de uma moda a ser interpretada pelo Grupo Coral da Mina de São Domingos, e Sónia Godinho, responsável pela comunicação da Cepa Torta.
Através da dupla de artistas Ana Luena e José Miguel Soares, começaram a cruzar-se as as diferentes dimensões da próxima etapa do projeto, partilhando referências, questões e decisões artísticas, técnicas e de comunicação, e estabelecendo pontes entre o processo desenvolvido na Aldeia da Luz e aquele que terá lugar na Mina de São Domingos.




A continuidade de OLVIDAR entre diferentes territórios permite prolongar o processo de pesquisa, criação e encontro com as comunidades, partindo das especificidades de cada lugar e das memórias, experiências e relações que aí se constroem.

