Em montagem Intervenção na Escola DELONGA

O projeto de criação artística DELONGA estende-se para dentro de escolas por meio da realização de oficinas e laboratórios direcionados para uma intervenção artística – com imagens, objetos, textos, atos coreográficos e/ou performáticos – envolvendo alunos e toda a comunidade académica. Neste contexto, trabalha-se com alunos do 9º ano da disciplina Oferta de Escola, da Escola Secundária Gabriel Pereira, numa residência e intervenção artística no espaço da escola, cujas sessões decorrem em outubro e novembro de 2025, com orientação de Joana Gancho,  em diálogo com os criadores do projeto — Ana Luena & José Miguel Soares. 

Grupo de alunos em atividade criativa, manipulando materiais e criando composições visuais durante uma oficina artística.
Três pessoas em um ambiente de sala de aula, participando de uma atividade, onde um homem mais velho segura um objeto na mão, e duas mulheres, uma das quais está lendo um papel, expressam-se com seriedade.
Duas alunas desenhando em uma mesa de sala de aula, com um estojo rosa e imagens em papel à frente.
Uma professora orienta um grupo de alunos durante uma atividade em sala de aula, com mesas e computadores ao fundo.
Uma estudante arruma materiais de arte em uma sala de aula, organizando textos e imagens no chão.
Um grupo de alunos e um instrutor interagem em uma sala de aula, com mesas e cadeiras dispostas em um ambiente educacional.
Grupo de alunas da Escola Secundária Gabriel Pereira envolvido em atividades artísticas, como colagem e criação, em uma sala de aula com um ambiente iluminado e janelas
Uma sessão de apresentação na escola, com três oradores em pé diante de uma lousa, enquanto alunos assistem sentados nas mesas.
Três pessoas trabalhando em uma mesa, cortando e organizando materiais para uma intervenção artística, com cartazes do projeto DELONGA ao fundo.

SINOPSE
A ritualização da espera, que acontece na relação com os ritmos sazonais, é um elemento central no desenvolvimento de DELONGA – um ato de espera, remetendo-nos para a ideia de ciclo e da sua relação com a criação artística.
DELONGA desenvolve-se ao longo das quatro estações do ano, a partir da figura ficcionada de um Fotógrafo-jardineiro, num processo de tempo dilatado onde se constroem dois diários cujos materiais alimentam criações híbridas que se apresentam ao vivo e em formato site-specific: DELONGA DIA, apresentado em maio e junho de 2025, em Évora, no Porto e em Montemor-o-novo e DELONGA NOITE apresentado em Évora, em novembro. Criam-se performances-instalações em lugares cuja arquitetura se relaciona de forma distinta com elementos naturais e artificiais.
DELONGA NOITE marca o momento inverso de DELONGA DIA, assinalando o tempo de recolhimento e transição para um novo ciclo, em que o tempo da escuridão aumenta e se sobrepõe ao tempo da luz solar. Neste momento, a sombra ganha espessura, o silêncio dilata-se e o corpo procura novas formas de presença na penumbra e na luz artificial. A perceção volta-se para o interior, deixando que a noite revele a vertigem e o “abysmo”  que a claridade oculta.

SOBRE O PROCESSO 
Durante este processo criativo na escola, os alunos trabalham sobre o tema da noite, produzindo textos e imagens que sirvam (novas) composições visuais. Essas produções são aplicadas sobre as obras fotográficas de José Miguel Soares, da instalação DELONGA DIA, apresentada no Jardim Tardoz do Centro de Cultura da FEA. Os alunos recortam e reorganizam as fotografias originais, integrando as suas palavras, recortes e desenhos, criando novas versões inspiradas na noite. Paralelamente, realizaram fotografias noturnas, cuja edição e tratamento foram desenvolvidos numa estética trabalhada numa das séries fotográficas de DELONGA NOITE.  
O trabalho resulta numa intervenção artística no átrio do pavilhão A1 da Escola Secundária Gabriel Pereira, cujo Momento Aberto, a realizar-se no dia 9 de dezembro, combina imagens, vídeo, música, leitura e dispositivos fotográficos e performativos. A instalação pode ser visitada nesse espaço até 9 de janeiro.

FICHA ARTÍSTICA 
Criação e direção ANA LUENA & JOSÉ MIGUEL SOARES Orientação JOANA GANCHO Música ZÉ PEPS Assistência de produção e comunicação SULIANE FERRAZ Design gráfico JOANA AREAL Produção MALVADA ASSOCIAÇÃO ARTÍSTICA Parceiro AGRUPAMENTO DE ESCOLAS GABRIEL PEREIRA
Participantes ALICE CARONA, ANA BRANQUINHO, BEATRIZ REBOCHO, CAROLINA CINZA, CAROLINA NUNES, DANIEL MARTINS, IRINA ANTAS, LARA MANAGIL, LEONOR BARRADAS, MADALENA BILO, MARGARIDA CAMPANIÇO, MARIA HERVES, MARIA GUERRA MOLERO, MATILDE CAEIRO, RAQUEL COSTA, RAQUEL REIS [TURMA 9º OFERTA DE ESCOLA] 
Mediadores FÁTIMA TELES Professores FÁTIMA TELES, JORGE NEVES, MANUEL DIAS
Apoios UNIÃO DAS FREGUESIAS DE ÉVORA (CENTRO HISTÓRICO DE ÉVORA), JUNTA DE FREGUESIA DOS CANAVIAIS, UNIÃO DE FREGUESIAS DO BACELO E SENHORA DA SAÚDE, UNIÃO DE FREGUESIAS DA MALAGUEIRA E HORTA DAS FIGUEIRAS

A Malvada Associação Artística é uma estrutura financiada pela REPÚBLICA PORTUGUESA – CULTURA, JUVENTUDE E DESPORTO / DIREÇÃO-GERAL DAS ARTES com o apoio do MUNICÍPIO DE ÉVORA

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