Estreia nova criação EXCESSO

A Malvada estreia a performance interativa EXCESSO e circula em várias escolas do Alentejo Central, com interpretação de Tomás de Almeida. EXCESSO é uma nova criação de Ana Luena & José Miguel Soares, com texto original de Manuela Leitão, dirigida sobretudo a crianças, que expõe, desafia e promove o debate, com o seu público, sobre questões ecológicas através de uma linguagem poética e visual. O projeto inspira-se na vida contemporânea e nos comportamentos coletivos e individuais para uma reflexão sobre o futuro, convidando os participantes a pensar e agir. 

A performance interativa EXCESSO convoca os espectadores a participarem, fomentando o diálogo e a criatividade.  A performance inclui projeção em tempo real, manipulação de objetos, imagens e exploração sonora, realizadas in loco. Esta performance pretende promover o gosto pela leitura, enaltecer o lugar da poesia na imaginação e oferecer uma experiência participativa num objeto artístico de cruzamento disciplinar, aos mais novos.

Este objeto artístico surge como forma de dar voz à urgência e à necessidade de um futuro sustentável, enquanto coletivo, apelando à consciência, à ação, ao sentido de vitalidade que nutrimos a partir do mundo que nos rodeia, ao silêncio enquanto forma de escuta ativa e de repouso, à curiosidade e cuidado pelo outro. 

O formato é desenhado a ser apresentado em sala polivalente ou auditório de forma a potenciar a circulação em escolas, em encontros literários, em teatros e noutros contextos programáticos, sendo dirigida a crianças e às famílias.

Ilhas que não constam dos mapas. Ilhas feitas de plástico que flutuam em mares que surgem transparentes e azuis nos folhetos turísticos. Ilhas que são como países; ilhas onde, em vez de viverem avós e netos, mães e pais, primos, vizinhos, professores, cães e floristas, residem garrafas, tampas, cabos, varas, escovas, redes. Ilhas que desabam com o peso e que desistem, precipitando-se nas profundezas dos oceanos.
O que encontra agora o mergulhador? 

Um peixe-palhaço de borracha nada, distraído, por entre os braços de uma anémona-do-mar. 

Será mesmo uma anémona-do-mar?

É da expetativa da expansão, expansão do capital, da produção, do consumo, que resulta a incapacidade da experiência da fruição do tempo. Estamos sintonizados com a ideia que o tempo serve para acumular, acumular capital, acumular valor e acumular consumo. Vivemos a aceleração abstrata do trabalho, a produtividade e a acumulação enquanto condição humana. Um movimento de aceleração crescente em que a atenção no que é útil e a alienação aproxima-nos cada vez mais da catástrofe ecológica. 

A produção em larga escala, possibilitada pelos avanços tecnológicos e pela automatização, aliada ao cada vez menor prazo de vida do que é produzido e a uma certa inconsciência dos próprios consumidores, está a esgotar os recursos naturais do planeta. São crescentes os níveis de poluição do ar, da água e do solo – sem esquecermos a poluição térmica, sonora e visual, tantas vezes negligenciada, mas igualmente relevantes. Ao mesmo tempo, a exploração incessante de recursos, quer humanos quer os provenientes da natureza, conduz a desigualdades sociais cada vez maiores, cada vez mais visíveis. 

Criação e direção ANA LUENA & JOSÉ MIGUEL SOARES Texto original MANUELA LEITÃO Encenação ANA LUENA Interpretação TOMÁS DE ALMEIDA e outro a definir  Música ZÉ PEPS Fotografia e vídeo JOSÉ MIGUEL SOARES Assistência produção MARIA CAMILO, NUNO ZUNIGA Design gráfico JOANA AREAL Produção MALVADA ASSOCIAÇÃO ARTÍSTICA
Coprodução TEATRO RIBEIRO CONCEIÇÃO 
Apoios MUNICÍPIO VENDAS NOVAS, UNIÃO DAS FREGUESIAS DE ÉVORA (CENTRO HISTÓRICO DE ÉVORA), JUNTA DE FREGUESIA DOS CANAVIAIS, UNIÃO DE FREGUESIAS DO BACELO E SENHORA DA SAÚDE, UNIÃO DE FREGUESIAS DA MALAGUEIRA E HORTA DAS FIGUEIRAS, FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA, AGRUPAMENTO DE ESCOLAS VENDAS NOVAS, SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE BORBA, SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE ÉVORA, TEATRO MUNICIPAL DE OURÉM
Parceiros mediação ASSOCIAÇÃO DE PARALISIA CEREBRAL DE ÉVORA, ASSOCIAÇÃO DE REABILITAÇÃO, APOIO E SOLIDARIEDADE SOCIAL, ATL DA CASA DO POVO DOS CANAVIAIS, ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE PAIS E AMIGOS DO CIDADÃO DEFICIENTE MENTAL DE ÉVORA, PÓLO DE CANAVIAIS – UNIVERSIDADE POPULAR TÚLIO ESPANCA, AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ANDRÉ DE GOUVEIA, AGRUPAMENTO DE ESCOLAS SEVERIM DE FARIA
Cofinanciado por IEFP, PESSOAS 2030, PORTUGAL 2030, UNIÃO EUROPEIA
Protocolos ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DISTRITO DE ÉVORA, ASSOCIAÇÃO DE SOLIDARIEDADE SOCIAL DOS PROFESSORES, HOSPITAL DO ESPÍRITO SANTO DE ÉVORA, SINDICATO DEMOCRÁTICO DOS PROFESSORES DO SUL, UNIVERSIDADE DE ÉVORA, LIGA DE ESTUDANTES AFRICANOS DA UNIVERSIDADE DE ÉVORA
Apoios logística DOURADO DISTRIBUIÇÃO, QUEIJARIA CACHOPAS, SOPAS GRACIETE 

A Malvada Associação Artística é uma estrutura financiada pela REPÚBLICA PORTUGUESA – CULTURA / DIREÇÃO-GERAL DAS ARTES com o apoio do MUNICÍPIO DE ÉVORA

ANTIGA ESCOLA PRIMÁRIA DOS CANAVIAIS
26 – 28 FEV 2025

AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE VENDAS NOVAS
11 MAR 2025

AUDITÓRIO ESCOLA MANUEL FERREIRA PATRÍCIO
14 MAR 2025

TEATRO MUNICIPAL DA LOUSÃ
18 – 19 MAR 2025

CIRCULAÇÃO ESCOLAS E INSTITUIÇÕES ALENTEJO CENTRAL
11 MAR A 4 ABRIL  2025

TEATRO RIBEIRO CONCEIÇÃO DE LAMEGO
9 – 10 MAIO 2025 

MUSEU DA MISERICÓRDIA DE ÉVORA
31 MAIO 2025

TEATRO MUNICIPAL DE OURÉM
25 – 27 NOVEMBRO 2025

ESPETÁCULO DISPONÍVEL PARA CIRCULAR EM 2025-2026