A Malvada promoveu a Oficina Colaborativa de Escrita Enxertia, orientada pela poeta e argumentista Filipa Leal, inserida na residência da nova criação artística da Malvada, o projeto de cruzamento disciplinar DELONGA – um ato de espera. A atividade foi realizada no âmbito da parceria com a União de Freguesias do Bacelo e Senhora da Saúde, na Escola Secundária Gabriel Pereira, no dia 21 de janeiro, envolvendo alunos de uma turma do 9º ano. A oficina contou com a participação dos artistas Ana Luena & José Miguel Soares, Sofia Berberan e Tomás de Almeida e foi acompanhada pela professora Fátima Teles.

Na Oficina Colaborativa de Escrita Enxertia, partiu-se da botânica, para a criação de um ser misto e plural, assente na estética relacional e no trabalho colaborativo de criação artística. A proposta foi a escrita e partilha de textos para um diário coletivo.

O projeto DELONGA – um ato de espera, iniciou-se com a residência em Évora, de 20 a 24 de janeiro, para a conceptualização do DIÁRIO – Fotógrafo-jardineiro, na qual se determina o modo como decorrerão as contribuições e criações desta personagem coletiva constituída por diferentes artistas, objeto artístico que segue uma ordem sequencial e cronológica, conjugando elementos analógicos e digitais.
DELONGA desenvolve-se ao longo das 4 estações do ano a partir da figura ficcionada do Fotógrafo-jardineiro, num processo de tempo dilatado onde se constrói um diário – textual, imagético e sonoro – cujos materiais alimentam outras criações híbridas que se apresentam ao vivo em site-specific.

A Malvada propõe em ESTUFA, uma ação estratégia de mediação e de serviço educativo numa dinâmica de intersecção com os projetos que integram o ciclo ESTAÇÃO do biénio 2025-2026, aprofundando as suas temáticas através da experimentação artística como prática inovadora de desenvolvimento e conhecimento. As residências, laboratórios e oficinas são orientadas por diferentes artistas que colaboram nos projetos da Malvada e outros que se associam.

FILIPA LEAL nasceu no Porto em Março de 1979. Tem 14 livros publicados, desde 2003. Duas das suas obras mais recentes, «Vem à Quinta-feira» e «Fósforos e Metal sobre Imitação de Ser Humano», foram finalistas do Prémio Correntes d’Escritas e semifinalistas do Prémio Oceanos. Está editada em Espanha e no Brasil (com o livro “A Cidade Líquida”); na Colômbia (com a antologia “En los días tristes no se habla de aves”); e em França (com a plaquete “La Ville Oubliée”).
Formada em Jornalismo pela Universidade de Westminter (Londres), é Mestre em Estudos Portugueses e Brasileiros pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Está representada em várias antologias em Portugal e no estrangeiro (Venezuela, México, Grécia, Bulgária, Países Baixos ou Eslovénia).
Poeta, jornalista e argumentista (destaque para o guião do filme “Jogo de Damas”, com a realizadora Patrícia Sequeira – Prémio de Melhor Guião nos Festivais de Cinema do Chipre e de Copenhaga; e para a série “Mulheres Assim”, RTP1). Apresentou com Pedro Lamares, o programa de literatura ‘Nada Será Como Dante’ na RTP2. Colaborou com a escrita de textos na Escrita Epistolar do projeto PLANTA, e na performance CORPO, da Malvada.

