Exposições SKHOLÉ

As 4 Exposições fotográficas da autoria de António Carrapato, José Miguel Soares, Pedro Vilhena e Susana Paiva foram apresentadas umas a seguir às outras, contribuindo para uma única exposição demorada, em que a cada nova intervenção e abertura se acrescentaram novas camadas. A contaminação aconteceu na partilha de um mesmo tempo, na utilização de um mesmo espaço em tempos diferentes e na sobreposição e interação entre as obras. Os momentos de abertura das Exposições e Instalações foram assinalados com conversas entre o público e os artistas.

Uma cena noturna de uma exposição ao ar livre, com várias pessoas em pé ou caminhando, conversando e observando trabalhos artísticos. Há uma fogueira ao lado, e uma projeção visível na parede ao fundo, com arte exposta pendurada em suportes. A atmosfera é de interação e contemplação artística.
Cartaz da exposição 'Skholé', detalhando datas e horários de abertura com nomes de artistas, realizado na Antiga Escola Primária dos Canaviais, Évora, de 4 de novembro a 27 de janeiro.

Da relação entre uma linguagem própria e o espaço encontrado, surgiram obras acentuadamente perecíveis, pensadas para expor no recreio sob a rasura e o desgaste, com potencial para dialogar ou até interferir nas obras próximas. Foi uma exposição pensada para um longo arco temporal, com um calendário de abertura e respiro; as obras surgiram e somaram; desbotaram e tombaram. As coordenadas não foram  totalmente conhecidas nem totalmente controláveis: a volição, tanto como a água e a luz, modularam o todo. Começámos com Susana Paiva, cujo trabalho fotográfico vem pousando a máquina para introduzir a ação manual e o imprevisto químico; prosseguimos com António Carrapato, fotógrafo calibrado pelo fotojornalismo e por uma reiterada captura do insólito; continuamos com a instalação das ilustrações de Joana Gancho, vibrantes exemplos da persistência do(s) lugar(es) na fronteira entre o desenho e a pintura; e num quarto momento, com José Miguel Soares, autor multifacetado cuja intervenção reflete o pensamento que está no âmago da criação de ‘Skholé’. O último segmento desta exposição foi também o mais panorâmico, a fotografia documental de Pedro Vilhena, rigoroso observador das vertentes criativa e afetiva de todo o ciclo. 

Fotógrafo capturando a imagem de uma modelo em estúdio, com luzes de iluminação e um fundo neutro.
Uma pessoa em uma jaqueta verde está pendurando fotografias em uma grade metálica, com um campo ao fundo e céu nublado.
Dois homens manipulam uma impressão fotográfica vibrante ao ar livre, enquanto um ambiente tranquilo e arborizado os rodeia.
Visitantes interagem com obras de arte penduradas em um galho de árvore em um espaço externo, ao fundo há mesas e uma grade.
Exposição ao ar livre com várias peças de arte em suportes verticais, apresentando retratos estilizados em cores vibrantes, cercadas por árvores e um ambiente escolar.
Pessoas observando uma parede com exposições fotográficas em uma galeria, com foco em interações entre o público e as obras.

‘Skholé’ encerrou com uma partilha de imagens e vídeos captados durante o processo de criação de Gonçalo Pôla e Miguel Gonçalves (Mike The Axe). O público visitou a escola todos os dias úteis das 14h às 19h assistindo aos processos, às conversas com os artistas, às apresentações ou para contemplar o espaço e as obras.

Dois músicos se apresentam em uma sala iluminada, um tocando saxofone e o outro guitarra, com projeções visuais ao fundo e almofadas coloridas no chão.
Dois músicos se apresentam em um palco mal iluminado, um tocando saxofone e outro guitarra, com uma tela ao fundo projetando imagens.

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